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    Do início...

    Tudo começou em janeiro de 2004 - toda passagem de ano determino um objetivo especial a conquistar, apenas um - o de 2004 foi  encontrar os documentos necessários para fazer valer meu direito a cidadania italiana/europeia e assim seguir do Brasil para Europa e requerer minha dupla cidadania no país de origem do meu bisnono - Itália.
     
    Em agosto a viagem estava marcada, e com todos os documentos encontrados mas por cumprir um lento caminho burocrático, decidi fazer uma paragem em Portugal, que a princípio deveria ser de um mês...dois no máximo. Porém, como todos nós sabemos, a vida nos leva de encontro aos nossos objetivos por caminhos que nem sempre são os de nossa escolha, mas são incrivelmente melhores do que poderíamos supor.
     
    E foi assim, com a vida "retardando" a conquista de um documento, que tive a mais feliz oportunidade de conhecer um povo tão peculiar na forma de ser e estar na vida, que sem qualquer questionamento me acolheu com o calor do coração, da alma e de uma casa aconchegante. Isabel, Júlia e Deolinda, Ágata (meu Deus, a Ágata!), Magda, Vera, Sueli, Palmira (vixemariasantíssima!!!), MarcoJucá, tantos amigos queridos, tantos clientes que aceitaram meu trabalho "esquisito" e tantos destes que viraram amigos do peito...
     
    Maio de 2007, com aquele aperto que já era de saudade, com aquele nó na garganta que dá quando temos que ir embora, sigo adiante sem brigar com a vida.
     
    Hoje, depois de sete meses de Itália, tenho em mãos o documento que reconhece minha cidadania italiana; uma casinha gostosa para receber todos os amigos; um novo caminho a trilhar e muita disposição para aprender mais e mais...
     
    Agradeço com imenso amor e carinho a todos que direta ou indiretamente me ajudaram a estar aqui agora... Especialmente ao Artur (meu paciente irmão), a Sandra e Edu (meus vizinhos queridos) que me dão integral suporte no Brasil e ao Max (mio fidanzato) que me "aguenta" aqui na Itália. :-)
     
     
    Desejo que 2008 seja um ano de Grandes ReEncontros
    ...no mais amplo significado da palavra...
     
     
     
     
     
      Rosana Costa
     

    O Primeiro Postal de Natal

    O primeiro postal de Natal surgiu na Inglaterra, pelas mãos do pintor John Callcott Horsley (1817-1903), em Dezembro de 1843, a pedido de Sir Henry Cole (1808-1882), director do South Kensington Museum (rebaptizado, em 1899, de The Victoria and Albert Museum).

     Sir Henry Cole era assistente no Public Records Office, para além disso era escritor e editor de livros e jornais. Cole escreveu livros sobre arte e arquitectura sob o pseudónimo de Felix Summerly, e fundou o jornal The Journal of Design. Este possuía, ainda, o Summerly's Home Treasury, através do qual eram publicados livros infantis, de entre as histórias publicadas contam-se "Cinderela", "João e o pé de feijão" e  "A Bela e o Monstro", entre outros.

    No Natal, Sir Henry escrevia cartas aos seus familiares, amigos e conhecidos, desejando-lhes Boas Festas. Contudo, devido ao seu trabalho, este tinha pouco tempo para escrever tantas cartas. Assim , ele (tal como todas as outras pessoas que escreviam cartas de Boas Festas) comprava papel de carta decorado com motivos natalícios ou então, comprava postais de festas genéricos, nos quais se podia acrescentar a festa de que se tratava. Perante isto, Sir Henry pediu a  Horsley para lhe criar um postal com uma única mensagem que pudesse ser duplicada e enviada a todas as pessoas da sua lista.

    A primeira edição destes postais foi colorida à mão, nestes podia ver-se uma família a festejar com a legenda "Merry Christmas and a Happy New Hear to You" (Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para ti). Estes foram impressos num cartão por Jobbins de Warwick Court, Holborn, Londres, sendo, posteriormente, pintados à mão por um profissional de nome Manson. Estes foram publicados no " Summerly's Home Treasury Office, 12 Old Bond Street, Londres", pelo seu amigo e sócio Joseph Cundall.

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    É Preciso Saber...


    Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA... 
    * Este discurso não foi publicado, foi censurado.

    Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro
    da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da
    internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência
    alguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os
    brasileiros). 

    O jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um
    Humanista e não de um Brasileiro.
     
    Esta foi a resposta de Cristovam Buarque: 

    "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
    internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o
    devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo
    o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua
    internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para
    a humanidade.
     
    Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,
    internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
    O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a
    Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no
    direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu
    preço.
     
    Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
    internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres
    humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.
     
    Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas
    decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas
    financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
    Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos
    os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
    Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio
    humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património
    natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um
    proprietário ou de um país.
     
    Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um
    quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido
    internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão
    realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades
    em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho
    que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo
    menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris,
    Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com
    sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo
    inteiro.
     
    Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas
    mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais
    nucleares
    dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas
    armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as
    lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
    Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm
    defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da
    dívida.
     
    Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha
    possibilidade de COMER e de ir à escola.
    Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o
    país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
    Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as
    crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não
    deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam
    viver.
     
    Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
    Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a
    Amazónia seja nossa.
    Só nossa!"